domingo, 28 de setembro de 2014

Goodbye for now - Nicolas Santos

Não tenho com quem conversar todos os dias, não converso. Conseguirás assumir, responda por aquilo que só tu é responsável, ações e decepções, tudo forma-se vertiginosamente, visceralmente, lembre. Fará bem ao não fazer, existem certos atos que deixamos para as peças teatrais, essa surpresa se faz, cenas inesquecíveis, cenas e cenas. Teste sua capital, reformo qualquer sentimento, tais que não creio, acredito em algo, não lembro bem o que é, lembre por ti. A conveniência é a pior relação existente. Disse-me que tem medo, medo todos temos, resolva-te com suas próprias mãos, nada pode lhe salvar da sonoridade automobilística, altere. Mentira tua, deslavada, desalmada, pronta a socar os que apenas chutam, mentira tua, esta fez por nós, obrigado. Eu não sei bem o que gostas de saber, expliquemo-nos com menor frequência, bastardos que tem desenhos estampados em quase tudo, em todos. O massacre de todas as partes é desumano, resguardaremos e à fim de conseguir-te, consigo, consegui, são inóspitos ambientes. Desconte no avesso, tuas ruas e planos fracassados formam o que há de mais sagrado no universo dos que querem o bem, o vosso bem. Logo esta urgência lhe caberá, sabes das minhas vontades, no meio do temporal a solidão solar, com tantos e tantas a querer um pedaço de nós. Quando derem-lhe a oportunidade, fique. Conto nos dedos o teu futuro, inexplicável, eu sei, irremediável o próximo passo, querer não basta, querer nunca basta. Dentro do nada cabem várias coisas, deixo em aberto. Meus olhos serão sempre os mesmos, digo, nada dirão aos que não sabem interpretá-los ou pouco querem, estes olhos são melancólicos por ser. Toda essa demagogia é plana, saúdam os sultões ortodoxos, feito praxe, pregam a hipocrisia, levam ao lavar, demonstram com categoria impar. Tais conflitos, resolvo não envolvendo-me, poesia é poesia, convoque o que sabe, saberemos o que tens de tão importante, não é verdade. Os mesmos e costumeiros problemas, costurados uns nos outros, comumente estaria a deriva, estou, é amargamente doce. Quem amar-me, ame-me como se ama os que jamais amaram, amanhã é mais que isso, amanhã não existe, sabes como é ? Sim, sinceridade.

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