domingo, 31 de agosto de 2014

Quando foi janeiro - Nicolas Santos

Realizo de forma provocativa as soluções que atingem, descompasso esse que maltrata o vão coração iludido, o vão poder da renúncia. Embriagam-me estes problemas, dar-te-iê-los, salve o que tem em mente, o resto é impreciso e irracional, lutamos pelo poder da reforma. Alago os lagos que lagoa em ti, alago os laços que laceiam-te, laço, lapso, luna, lua e luar, los temos, los somos, sem ser, seremos. Não encontro melhor definição para projetar o que vejo de algumas relações ambíguas que tenho, defino as como e com falta de consideração. O nefasto que habitua-me, deixa com que toda pessoa monossilábica ganhe admiração, da minha pessoa. Encontramo-nos três vezes por ano, talvez eu apenas esteja enganando a todos, desde que deixou-me, talvez eu tenha lhe esperado. E de algum modo eu odeio tudo e todos, isso foi cultivado. Esse janeiro, tem sido bem janeiro, daqueles insustentáveis, inviáveis, trágicos, iluminado. Discorro aqui à respeito da trivialidade, a instabilidade e outros aspectos que anunciam o quão humanos somos. Tais análises são feitas e vistas de olhos cansados que contemplam qualquer firula ás vezes. Porém o vazio com qual tenho uma relação estreita participa de modo diferente em penosas vidas. O sentimento da falta sacode desde pequenos anfitriões até os que contém 50 % da riqueza mundial. Distinguindo-se por anomalias claras e facilmente explicáveis. Cada um vive o que sente e sente o que vive em demasia ou nem tanto, podemos conceituar e querer extinguir a futilidade do dicionários, pois o individualismo torna qualquer dor perpetuável e aceita, até a que esfarela-se na ponta dos dedos, fim. Disperso por ser, estampo livremente qualquer humor na face para ser incomodado tanto quão desejo e findo, são dias intermináveis. todo o desespero da alma, cabe em copos. De que vale o mundo todo, se este mundo todo não vale. Perto das lágrimas que secam, ficam as mãos que sabem limpar com sutileza.

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