domingo, 17 de agosto de 2014

Eu, eu, eu, eu - Nicolas Santos

A saudade, há saudade, saudade, ah saudade. Os pássaros que cantam de portão em portão tem renome junto aos demais, talvez o sol ardente tenha algo inebriante que nos faça abrir os olhos, nem tanto, nem sempre, encontramos com quem queremos, nem sempre. Não faço poesia, quem faz poesia é poeta, sou mentiroso. Cuida-se queres ou anseia, cuida-te que te curo, cura-me que te curo quando cuidas, quando cai, cais, navio navega na neblina, eu, sobro e sopro anemia, não, não, amnésia, sim, sim, não mais, mas é apenas o que fiz, agora tenho o sono, o sono me tem, tenhamos mais dias reflexivos, imperceptíveis.

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