domingo, 27 de julho de 2014

Finalistas - Nicolas Santos

Toda essa fadiga pessoal é relativamente preciosa aos que temem por minha saúde, desisto de lembrar a estes o que realmente ocorrerá. Assuma que escolhes mesmo quando pressionam-te, saberás que a vida é devotada a quem enfrenta verdades irregulares e dolorosas. Nietzsche discursa a respeito da arte e vida, com elementos ligados a história grega, citando Apolo e Dionísio como elementos fundamentais, o equilíbrio entre Apolo, mais racional e Dionísio que era mais extravagante, ele nos diz que precisamos conciliar para isto desenvolver-se. Desola-me essa intrigante inconsistência, poderia haver o que faz-me vibrar sem preocupação, porém tudo estará aos pés findáveis e limpos. É hábito de alguns, primam e optam pelo silêncio antes mesmo da solução ser cantada em estrofes, antes mesmo de ligarem o rádio. Meu coração pesa em contra-senso com tudo que dizem-me, precisas e terá como esfaquear a dignidade ambígua. Atualmente deixaria cativar-me. Gosto da incisão arrogante dos que manejam com facilidade assuntos diversos. Manterei a eloquência, dividirei com braços gelados todo o cuidado preso em mim, somos e veremos estampados em rótulos de refrigerante. Respeite e realoque-me nesta briga conveniente, todo o mundo cabe numa gota d’água, força é poder saber o que não querem por precaução. Promovem-se, é óbvio, se não o fizessem seria uma ingenuidade inexistente aos seres vivos, promover-se é antes de tudo, cultural. Decapitaram-te por influências bossais, sei que sentiste saudade e essa negou-te indisciplinadamente, corramos sem dar as mãos. Dê-me certeza, eu vivo em meio termo, vagarosamente e com medo, tua face fica ainda mais pálida nessas fotografias que sorri pouco. Se for por minha causa, é uma causa infundada, não existem motivos e ocorre apenas em desprazeres, denunciaria-te agradavelmente aos sátiros e outros mais, pouco se faz quando tudo que sobra é impuro, somos impuros buscando a redenção.

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