domingo, 22 de junho de 2014

Pelo teu nome que é igual ao da outra que jaz - Nicolas Santos

Devaneio com todos absurdos imagináveis, contemplo a loucura que é beijar-te de olhos bem abertos, somo sua vida à minha, para subtrair. Pergunte-me qual meu Beatle favorito, depois esqueça como é minha face, por semanas, chame no telefone e grite palavras de ódio, acostumarei. É costumeiro, respondo sobre o meu estado com apenas quatro letras, não meço a reação dos terceiros, pouco dou importância à isto, simples. Também contemplei o ócio. Algemo tuas palavras escassas, as jogo, fora isto nada precede a aventura que invalida seus ataques frágeis, vincula-te ao presente. Poderemos saber assim que permitires, agradeço toda a ajuda que entende minha falta de jeito para com a humanidade, são fobias e fobias. Ao que parece, esta minha vida complica-se em demasia, com planos infundados e variáveis desastrosas, sinto-me num limbo doloroso. Jamais ao coração, essa fonte devolve o que retorna em pedaços derivados, são facas limpas e constantes, peço por algo tal qual não sei. Programo sem qualquer agressividade a resiliência, esta que pouco utilizo e creio sem vantagem, destronem-me, não sou. Admito que seria melhor sem a minha pessoa, pessoa. Lance francamente o que desejares, responda a necessidade e apresente-me a algo que tenha um coração tão ou mais sombrio, compartilhemos. Desmontado. Estou tentando equacionar esses diversos cortes, para poder prosseguir quanto a tudo que é legitimo e não mata. Direcione o caminho, pouco assuste-se, vamos a redenção das almas sujas, limpemos a favor da noite que pouco caí e tudo move. Não estamos mais no campo minado, agora precisamos, estamos ao pé da revolução, somos cachorros desintegrando-se em nuvens. Alucinações proveitosas, desato qualquer nó e planto isso nos sapatos alheios, placebo é placebo, amigos terráqueos. Espero que saiba responder a esses desafetos proporcionados pela incoerência que carregas de lado a lado, saiba lhe dar com as consequências. Quando decepciona-se frente ao espelho, resgata o que tanto bem escondido estava, agarre-se as lágrimas latejantes e peça o perdão inviável. Pensei em lhe chamar, na porta, na janela, no número que ainda tenho guardado, coloquei em minha mente que absolutamente tudo mudou. A originalidade é desperta em raríssimos, propago toda sentença formante e formo palavras quase originais, depois refaço até o sentido vir. Depois pertenceremos ao trágico, vendem souvenir’s em alma, lojas e bares cheios, com neon e outras decisões irrelevantes. Poucas palavras ressaltadas de lábios secos e peles pálidas, os olhos se mudam como estações. Adoraria ter com quem conversar sobre as punições desalmadas. Nada se teme quando há com que dispor-se a lutas derivadas de problemas mundanos e casuais, há bravura por todos nós, apenas em nós. Desfrutemos da animalesca ausência de motivos para confirmar-se como quem pode ganhar mais que perder por esta vida, sem sentido vencemos. Qual indignação lhe corteja ? Avise quando quiseres e saberei como destratar as funções vitais para tua sobrevida, corte tudo que não é vivo, para não desanimar-te, protejo suas costas e livros, proteja-me se conveniência, pelo resto dessa vasta tarde. Reféns do azul, somos e estamos com força além do bem e mal, somos o bem e o mal, mesmo que não saibamos, mesmo que não queiramos, somos e mesmo que a gratificação não pague nossos problemas, mesmo que a solidão seja exacerbada, há por quem não sorrir. Recordo alguns acordos que diziam-me que a manhã era feita para nós. Patologias desenhadas em um esboço de uma face prolongada que termina por invocar a beleza da arte que não fala ou grita, beleza irrelevante. Eu disse teu nome três ou mais vezes enquanto pude, depois vaguei e pedi permissão aquela sombria alma, assim poderia desculpar-te e além. Guerrilheiros com bandeiras brancas, rasgando a face do vento com mãos nada geladas, a embriaguez te tomará com adoçante. Sabes da minha mania de escrever em qualquer cortina amarela, não ataca isso, até admira.

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