domingo, 18 de maio de 2014

De lã - Nicolas Santos

Peça calma para quem permite, não estou nessa luta para perder aos que manifestam-se com interesses outrora costumeiros, faço o que tenho. Nada importará. Pseudônimos, lentes, quebram-se e cortam os pulsos dos felizes, engasgam com tanta simplicidade. Acordar e sentir a primeira brisa da manhã, aquela que vem e envolve num gelo absurdamente confortável, de algum modo, faz valer. Pouco mencionei alguns dizeres característicos, se consideras-me poeta, reconsidere toda uma vida, isso se chama melancolia, amor. Lesam a correspondência dos pactos e serviços ao restaurar qualquer resignação, por mais delongas e finitudes. Deixemos estes resíduos. Preparem-se para o conforto da destruição arquitetada, ministro soluções para invenções, ajudo os que posicionam-se e nada garante. Mentes mais do que és de mentira. Um copo em uma mão e uma caneta em outra, sou uma pessoa dessas que não se rende ao populismo vagal do estou bem. Não deixaste dormir, amanhece sempre em palavras imperativas, controla com fervor os que se opõem, ataca-me desvairadamente, deixaste-me. Ao me entregar, observei teus olhos fechando ao sorrir, seu queixo infeliz e as palavras ditas ordenadamente fracassadas, ao voltar, voltei. Disse-me que chorou, isso afoga a todos nós, não mais porque somos quem fomos, mas sim porque nunca seremos o que queríamos. Projete suas projeções em pessoas mais comuns, não aceito seu fiasco e garanto qualquer arbitrariedade em assuntos triviais. Compõem-se de tudo que eu relevo, insistem em prolongar a vida absurdamente morta, são a resistência desnecessária. Antecipo de imediato fórmulas e criticas, aceito-as e nada faço com elas, desenvolvo-me paulatinamente em horizontal, ergo precipícios. Revejo a infâmia que pondero e desta tramo novos projetos, posto que quero decidir na primeira meia hora, as outras vinte e três são puras. Alego insanidade para discursar livremente. Tenho algo que é evocado quando vejo-te, nominarei como saudade, embora eu não creia efusivamente nesta. Extravagância por extravagância, competiu à mim, tentar, reeducarei os comentários alheios para que seja possível obter as metas, manifesto. Ando compactado, poucas palavras saltam e tomam alguém, fica quem quase entende, de resto, nada mais. Talvez o dolo lhe sirva.

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