domingo, 25 de maio de 2014

Precisão saudosa - Nicolas Santos

Retrógrados em ângulos precisamente adequados, toda relva molha-se por preces que nada oferecem a humanidade, teus sentidos, enganam. Artistas que suicidaram-se em um toque vagamente celestial, rondam a minha voz, meus discos e a poeira não convidada, abomino os que pretendem unificar opiniões e imagens pessoais, generalizando e tirando toda a subjetividade da pauta, isso vende, se vendem. Radicalizam ao constatar e quase incriminar os que pensam, agem, morrem de forma diferente, deixemos quem quer ser o que quer ser. Destroços em meio ao fim, recuam e tentam acertar-se após erros acidentalmente graves, não respondo por quaisquer consequência, atendo-te. Pertenço ao medo de te ter. Alterno fielmente em meses que terminam antes de começar, tudo o que sobra é invariável, fracassado, revisariam caso eu pedisse, deixemos. Não se envolva, com o tempo aprenderás, sou feito e quebro com qualquer detalhe, iluminação que cai, vida que cai, sou sucinto. O quão triste é ter de admitir e aceitar que em algum momento, deixamos de fazer parte da vida de certas pessoas, o quão triste é ? E como omitir a falta que sempre fará, é inanimado e destroça, pouco interessa de momento, sempre interessará, finalmente. Lamentamos juntos, três vezes ou mais, agora falamo-nos raras vezes, sem autorização e involuntariamente, desfalca-me seus pedaços. Suas esperanças e felicidades, irritam, até cativam mas qualquer paradoxo é uma infeliz coincidência, embora essas pouco queiram existir e rever o que houve tem seus mistérios, sempre pensei, são só mais dois dias comuns, ora, são só mais dois dias comuns, mantenham-se. Amanhecemos com certa semelhança, este clima de esperança embriaga a alma, tudo voltará ao que era, gosto das dúvidas que irão surgir. Prezo pela prioridade e isso me deixa suscetível a emoção. Nada altera, conquisto gradativamente a enorme frieza que pretendo, responda. Destronem a sanidade coerente, sejamos resultantes do poder da escolha, sejamos a escolha. Desculpe, é que não acredito mais em melhorias ou menções e juras a eternidade, dura o tempo que pode e logo acaba para que a injustiça viva. Me faz bem, deixa de lado todos os desentendimentos, explore o que eu ainda tenho de vivo, estou aqui, por ti. Deixar-me sem sua presença é crueldade, temos nos falado raras vezes em um espaço curto de tempo, quero aproveitar tudo o que emana de você. Não são pedras. É o meu jeito e você sabe melhor que ninguém, és a unica pessoa que me doma. Não vou me ajudar, sabes bem. Sou mais só do que gostaria, mais livre que posso, mais sério que vivo. Eu sou melancólico mesmo

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