domingo, 30 de março de 2014

Pó - Nicolas Santos

Invade-me isto que já conheço e rotulo como vago, comumente desfaria dos pés aos cumprimentos duais, hoje permanecerei sobre este muro. Vão e destilam sangue em cima de mais sangue, conhecem novos passageiros e marcam estes como favoritos de momento, inimizades se criam. Prossegui para devolver os encantos que encontro em seus lábios, não se importe, será o melhor para diversos mundos. Nada cura a minha alma. Garantimos toda a gratificação, sinto-me um tanto quanto desprovido emocionalmente, recebeu-me com mãos geladas, aproximou-se e eu padeci. Desconheço o que carregas sobre os pulsos, menciono algo sobre a vida e como ela se esvaí, não sorrio pelo que diz, disse muito e pouco. Renasço ao despertar-te e já não faz tanta diferença assim os que vos excluem em nome da dignidade, dignos da impiedade, prontos a viver. E o pleonasmo segue a atacar, o tempo passou e a unica coisa viva em nós é o que temos um do outro. Ganhaste de quem queria, motive-se e não atribua qualquer infelicidade aos outros habitantes, donos de si, curvados para os próprios meios. A guerra alimenta os esfomeados por dinheiro. Minhas preocupações carregam-me de um lado a outro, se isto encerrar-se, não tenho mais porquê, cheira a chuva, tem gosto de novidade, fitava-te de uma longa distância, esperava você passar e passava, destruía-me, meus pensamentos. Pediu para que de um modo ou outro, esperasse, longe de toda a acidez, agarrei-te os braços e provei do seu sabor, falta de tempo, acordei. Se não tens o que amar, tente-me. Motivo-me com esses discursos atravessados, quase resmungados, encontro sonhos nisto, encontro-te e mantenho qualquer força, prossigo. Deixemos a paz, toda resiliência precede eventos de certa importância, deixemos a paz, deixemos as pessoas decidirem o que querem. Assumo a responsabilidade por teus olhos serenos e distantes, como quem busca por algo, busco-te no meio dessas ruas, nos meus olhos. Exausto, sinto-me como se houvessem pés caminhando pelo meu peito e garganta, sinto como se o despertar fosse o ápice para um novo climax. Persigo todas as sombras que opõem-se, sou sombra também, mais que isso. Portanto e no entanto, inerente aos pontos e contrapontos. A prepotência reside. O telefone grita por atenção, desprezo, desfaço, espero por outra vez, se grita mais alto, se sente o grito, vivemos sem pronunciar. Contrato todas as procurações, existem pessoas que valem à pena, simplesmente. Por alguns sorrisos, já sorri, desesperadamente foi-se, sem recepcionar ou despedir-se, agora vai e nada de mim terás, nada teve, nunca. Teses e mais teses, residem por algum chão, não dou opiniões infundadas, converso aos gritos com o espelho. Muda-se, mude e mudaremos, mudos, mudo, mundo, manda, manda-nos, manda-se, mande-me, mente, minto, mentiras, mentiras. Releve, quanto a heresia, quanta heresia, somos protetores em medida cautelar, francos em acensão meteórica. Sensações anonimas, jurisprudência e café. Sensações anonimas, jurisprudência e café. Não sei quem são na maioria das vezes, não me interesso por saber, alguns papéis voaram ao longe, recolhi junto a você, esperei um sorriso. O inferno é tímido e despreocupado, ronda mentes, feito coágulos, o sangue que vende-se para a calçada tem sabor, tem cor de fim de tarde. Quem define o que importa ? Aportes financeiros gerenciam e gerem, escapo entre dedos da fina anti-democracia, pássaros desafinados. Xenófobos atiram pedras, falam manso e voltam para casa a tempo de sentar-se no sofá e acolher as noticias da televisão, pessoas. Legalizam a eutanásia em menus diversos, escolhas são escolhas, responsabilizamo-nos e isso é humano demais, tão ou mais que seu cheiro. Se cada dor fosse teu pranto. Se cada olhar fosse blindado. Se cada facada tivesse teu cheiro. Eu preferiria morrer de inanição. Presenciei o começo e o término, senti teus braços, é festivo e nada altera, quem comanda define os meios para analisar, navegam e flutuam. Esquivei-me, não entraste nos meus pensamentos recentemente, só neste e no próximo, até o fim dessa frase sem motivo. Inevitável. O rosado no teu rosto faz todos corarem, se derrubas algo, quebras alguns corações, ansiosos desvairados, encontrei-me, nada importante, sinceramente, as pessoas não vão e tampouco sentem falta de detalhes, economize e vá para casa, depois do trabalho, atacam-nos, retribuo. Então, diz-me que tudo que falas, serve somente à ti, entenda, as pessoas são subjetivas e tudo que é verdade, tem múltiplos lados, nada é. Legalizo e adquiro momentos, tendo a dar-te algo incomum que combine com tal personalidade, assim também terás razão. Caso eu lhe assustar, volte, necessitarei. Tentei e tento não atrasar-me, este compromisso tem suma importância, terá. Ao acabar cairemos em um canto, separados, infelizes. Somos e garantimos qualquer fonte que nos faça ter mais conhecimento, desviamos dos vínculos, desvíamos. Desvinculamo-nos, percebi a realidade desta relação, prosseguiremos e encontraremo-nos cotidianamente, seu café é quente demais. Isto preenche-me, escolha de qual forma, eu sei como será e sei que espero um motivo, apenas um, dois e um disco de Buarque. Aprovo a tese de que o indiscutível é uma estratégia dos fracos, escalo as convenções sociais, agorafóbico convicto, prestes a leituras.

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