domingo, 19 de janeiro de 2014

Suicida imortal - Nicolas Santos

Hoje eu li algo a respeito de mim, escrito por um desses autores formais, brilhantes, ouvi atentamente cada vírgula, cada pausa, cada respiração, ouvi sobre tua religião. Hoje por um desses acasos também esperados, encontrei-me comigo mesmo, sentado em uma velha cadeira, com uma caveira no peito. Talvez se o espelho gostasse, quem saberá ? A água que ferve não desloca-se para outro comodo escuro, mantenho-me a escrever isso, sem porquê, sem para quem. Dostoiévski por que fizeste isso comigo ? A vida agora é ainda mais salgada. Para os meus olhares explicações em novas línguas. Para os anjos, minha vida.

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