domingo, 12 de janeiro de 2014

Seu nome era uma mistura embotada em olhos fundos - Nicolas Santos

Ao coração que entregou-se a um desmatamento absurdamente natural, todo o descontrole que esse peito manteve ao fitar um abraço de longa duração, sua felicidade rotineira terá motivos, Pessoa, não há vinho ou sangue capaz de abordar o carinho que falta, não há poemas sobre a noite e a estrada mal comida, rumo ao incerto dos que não sabem o quão sou, por debaixo dessas jaquetas negras e olhares oculares. Sua sinceridade é finda, toda palavra tem um peso e isso é posto sobre costas escaldadas, quanto tempo leva ? E se eu sinto falta a culpa é de quem ?

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