domingo, 22 de dezembro de 2013

O mais belo ninar - Rafaela Antonioli

Não sei dizer-lhe o porquê, mas ouvi em meus sonhos aquela canção que acalmava meus males, aquela que indiretamente indicou-me, e se não foi a intenção: já foi-se. Pode ter sido tua voz me consolando sobre tudo, sobre nada, sobre as três existências: passado, presente e futuro. Você sabe sobre meu descontentamento quando não dou o meu melhor: escrever, escrever e escrever. Conhecemos os momentos de tormentos, mas muitas vezes são como tempestade em copo d'água. Nada é em vão, nada é para nada. Nada se compara ao movimento lento desta terra ou dessa lágrima. Já choramos demais, não deveríamos chorar mais. Deveríamos usar colírios que dilatassem mais que nossas pupilas, deveríamos dilatar o pensamento, porque nos momentos de lucidez, como luzes de vagalumes, nos guiam nesse túnel profundo, cruel e escuro. Que houvesse mais momentos assim, de lucidez, onde surgisse: "Mas está claro, é tudo um reflexo de minha mente". Ah, mas a teoria, sempre tão bela... Árdua é em vida.

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