domingo, 1 de dezembro de 2013

Ditos de um pré-suicida em fontes desconhecidas - Nicolas Santos

Quando noite, sou canto, suco, parado. Quando encontro-te, sou teu, dissimulado, infeliz, o inferno é o caminho que dou para ti, pegue. Ataques marcantes, desligo, feito um pesadelo repetitivo, grandes absurdos, se quer notam-me por ai, camisas de banda e só. Espaços uniformes que estabelecem uma relação distal que aproxima-se do fim do mundo. Sorri por teus olhos e lábios, me enganei fortemente. Teus medos, parecem esdrúxulos. Isto é tão inédito, não as crises, não mais, alguém seria inédito. Arrependo-me de ter-te em minha vida, nada cura este plano desvairado. Certifico o que posso e quase ajoelho para levarem-te, logo. Estão alvoroçados e pouco compreendem qualquer situação, festejam tudo e todos com o intuito de alegar uma sanidade social, pobres por si. Responderam à ti, sua ilusão terá a melhor lápide. Logo essa raiva será melhor compreendida, não é fase ou perca de tempo, é natureza. Cada um é subjetivo. Encaram a dor de modos diferentes, é tolice creditar que alguém em uma situação especifica sofre mais que outro. Sangue gratuito, fugiste ao imaginar o quão pesado seria desabar feito essas paredes descoloridas. Usamo-nos por vezes e isso não abraça qualquer sentimento, audições fracassadas que residem numa caixa d’água. Por fotos, por nós mesmos. Oportunidades entregues aos que descasam em cada esquina, vivemos para quem jamais olha sobre o ombro, desvirtuados por insistência. A vida não vale quando assim espera. O que publicas por cultura, atinge muitos. Não caminho feito quem segues, caminho por mim mesmo e agora não espero. Tua raiva é ocasionada e propícia, não interajo tanto assim para dizer o quão convém ou não, chamaste alguma preocupação para si e enojou-me. Saciando o que necessito, forças mediais não acomodam-se em minha racional vida. Minhas relações com o universo são histórias de ficção, vertentes de um mesmo prejuízo, prejudicam-me. Toda a raiva que cabe à mim, contagia, momentos descaracterizados por um futuro assombroso. Responda caso souber como concertar um coração. Foram 83 vezes sofridas, mergulhadas num turbilhão austero, tantos intuitos e tantas atenções, recomeço por sangrias coaguladas e nada além. Minha vida tem o tamanho da intensidade do vazio. Um lugar que não aquieta-se, descompromissado e enfurecido com todo o universo. Sangram os braços de quem não tem se quer coração. Nunca lhe encosto e isso nada causa por muitas vezes, inebriante desgaste que parece letárgico a alguns olhos. O mundo e a sua pequinês, engradece todo e qualquer dito popular, todos servos de malditos nojentos, errados vulneráveis. Esperei-te e quis calar-me, por pouco consegui, sei que isso não irá perdurar, nada importa enquanto residir por essa vida, nada mesmo. Destoam e namoram com o vento gelado, propiciam a oportunidade da manifestação, negocio com isso e relevo com a insignificância. Acessos indiscretos que efetuam a lotação, disposto a dignidade de qualquer palavra mencionada por ti. Fique onde quiser, longe, prefiro por destaque do que apresento o contraste de quem perdeu-se por conta e vontade própria. Alegaria insanidade, assassinaria caso pudesse este grande cheiro que te lembra, contudo, nada faz efeito e o que tenho é só seu. Disposto a opinar e impor-me, garanto que carrego em mim o poder da mudança escassa que só é despertada nos outros quando eu proclamo, amem. Nos olhares e lábios que aproximam-se, vejo o equivoco, secam-nos por olhares tortos. Tudo que é transformado em raiva tem seu modelo. Qualquer indignação é fratura, todo sorriso é perda, avistam-me e sustentam uma ideia de aparência, não vale o jantar. Redirecione-me e encaminhe para qualquer paz, qualquer mesmo. Guardo para escritos o que tem por dentro, minhas fibras se destroem.

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