domingo, 24 de novembro de 2013

Novembro, 21 - Nicolas Santos

Gosto da serenidade que é causada e eu causo, através de palavras fingidas e sinceras, telefones e mensagens eletrônicas, culpo-me tanto. Retomo-me de forma constante e isso faz com que eu lhe esqueça, esqueço outros mais, num encontro sem precedentes com a paz. Na cozinha, alguém sorriu, por ouvir-me sorrindo, valorizo as conexões essenciais, depois do jantar, nada decepciona mais do que um ser humano, nada é tão nojento. O hall de informações e opiniões, formam a quem deixa se formar por essa esquizofrenia social, sem resistir, sem questionar, rende-se a corações quebrados e fracassos em noticia, sei que queria estar longe, mas não, ao mesmo tempo em que sou incapaz de desistir. Nascidos para deteriorar em pensamentos sufocantes que invadem madrugada a dentro, sem receio ou explicação lógica, arcaicos e ingênuos. Absurdos respeitosos, sinto que entrego-me um tanto quanto muito, conhecem o meu jeito, não muito bem, incomodam-se e propagam receios a todos que tem a liberdade da força de expressão, flertam com o dinheiro que é gerado pela critica. Essas ideias para qual as pessoas se entregam são pesadamente estúpidas. Socialmente incompetente, todos questionários ultrapassam o meu senso de vontade, provoquem, provoco. Cortaremos o ardor. O domínio público refaz a autoridade, isso ganha de quem prefere perder a qualquer outra coisa, devoramo-nos sem alegria, não me engajo em qualquer militância, apenas discuto movimentos que podem ou não fazer sentido para mim. Você que emana conhecimento e torna minha vida um pesadelo, por ser um sonho. Não retorne-me, preciso descansar e muito. Esperei uma resposta, um chamado, uma chamada, nada acendeu-se no que eu acredito, dentro desse ceticismo há fome de solidariedade. Entendo porque não sentes o mesmo, é o cabelo, a barba, a dor e o medo, tudo certo menina, tchau, não acomodo tantos em palavras confortáveis, sou sinceridade a toda prova e isso confunde-se e causa rasgos por ai, a devastação não anunciada nos causa maior facilidade. Responda com saudade, realocarei em um planejamento controverso e ensaiado, dispensa-se o que é comum e deles. Mergulhaste em um paradoxo que me envolve. Ao que vejo, não observas com frequência, poderia dizer-te como são minhas insônias, poderia dizer-te que não sonho, quando falas inclina a cabeça e quase perde o ar, retoma e esclarece numa gota o denso mar da sobriedade vivida. Guardo tantos e inconcebíveis problemas para cuidar de certas pessoas, protejo toda situação. Reconhecimento não existe. Não és grande coisa. Este temperamento é necessário, o cheiro que fica em meus braços e não sonhos tem gosto, pequenas manchas brancas que escorrem da sua face. Critique-me mas com razão, fora isto, jamais ouço o que dizem, gratificam com momentos e gracejos que tem uma fonte desprezível, redescubro a peso de nada. Limpo a vontade que sobra, veja o sossego das canções, contacte-me, não sou o que pensas, nem o que queres, sou simples demais para ser complicado, complexo demais para expressar-me. Olhos e olhares de quem sabe o que é sofrer. Pronunciamentos ingênuos e sem qualquer libertinagem das amarras, renascemos todas as quartas. Compraria teu sorriso, numa prateleira suja e enferrujada, assim como o que há por dentro, sabemos que nada nos melhorará. Morreria por você, não aumente o contexto, morreria por um péssimo fim de semana também. Sinto um frio na barriga, creio estar na presença daquilo que mata-me lentamente, não acredito mais em um melhor presente ou futuro, meus olhos enchem-se e caem. Ouço tuas palavras, sinto as mesmas, não as digiro por motivos óbvios, não quero que elas encontrem o mesmo caminho. Fica quem quer até não mais querer, não há como mensurar o peso disto, mover-se é impraticável, há fome. Não existem sentimentos, existe um sentimento e esse único e duradouro culmina e ruma nossas vidas para o mesmo lugar, aderiu ao meu poder de persuasão, sem inocência ou receio, toda a intensidade da situação sera arquivada. Prossigo a negar, não há como acreditar em algo que jamais encontra uma explicação lógica, confundo-me com a pior das intenções, represento o que não sou em falas permanentemente absurdas. Adoraria ter-te e isso não é assim tão especifico, vamos ao inferno três vezes ao dia, retratos do canibal de Milwaukee engradecem o local, vão e desprezam ao que parece, na mesma medida a reciprocidade é alcançada. Sinto-me mais humano quando se culpas. Por respeito a soberania que estabelece-se, quebro a mesma, minha conduta indubitável precede a acensão de um novo ditador com as palavras, acredito na potencialidade dos desejos, é placebo sem medicação. Pretiro a anormalidade, escondo meu rosto com toda a escuridão que compro. Isso não invoca qualquer resultado, não os espero, não mais. Teus erros não pesam quando juntos podemos estar, carrego-te com a maior simplicidade do universo, olhe para mim e minha camisa dos Beatles. Saudade, mandaram-me, meu dia se fez valer. Não gosto das minhas fotografias, falas, não gosto de mim. Assim que a melancolia repousa, nasce a consciência que entrelaça-se em egos flutuantes e dizeres fatiados, mostre o monstro da existência. Dos teus, meus braços, escorre em liquidez toda energia que nasce para acompanhar uma solidão advinda da constância. Um buraco instala-se em meu peito, o vão da fresta de portas desatinam num ritmo que impõe aos que me pisam, dor coagulada e eterna. Remarco ao remar sobre estes poemas que escorrem feito sangue, do nariz, dos braços, tornozelos. Por távolas e caminhos árduos dizem ao respeito, disseram-me, só faltou dizer sobre e para qual finalidade. Eu lhe odeio em fotografias, livros, poemas e flores de cemitério, lhe odeio com toda a essência do meu ser. Universalmente recíproco. Então nos protegeremos contra toda composição afinada, isso torna-nos inelegíveis, incontroláveis, dementes racionais. Gostaria que não entrasses no mérito e no conceito outrora produzido por arquétipos pré-industriais, segure-se por sua franqueza

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