domingo, 27 de outubro de 2013

Sobre não mais querer viver - Nicolas Santos

Sobre como sobreviver em meio a tantas celebridades sedentas e límpidas, sobre as obras e o mate, recantos que repousam com sultões em telas, celas que contemplam o adorável que reforça o que decompõem-se, ladeiras íngremes e o vento sem gosto, mantras recheados de palavras de baixo calão, criticas advindas de olhos, distais, proximais. Medo, estratégias que desaceleram a precipitação que cai no carinho mais sincero e frágil. Café da tarde, café a noite, meu relógio bitolado me grita, insônia, insônia. Levaria jeito caso houvesse algum, por isso não falo de amor ou amar, embora você, em pé, diga tudo que eu devo, tão cedo, contam-te ao mentir e largar-lá, eu fui e regressei, emergi dessa dor e sai da sala, do sol, do colégio, do que deram. Piedade não faz rima, sobre viver, ainda e agora.

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