domingo, 20 de outubro de 2013

Observei teus olhos no meus, quase os toquei, os lábios controlaram-se e esse momento nevrálgico garantiu-se - Nicolas Santos

Minha voz, quase rouca, quase deságua nessa canção que é roteiro para algum curta que passa na capital e vinte pessoas assistem. Condição desinteressante essa que massacra o livre arbítrio e abre-se em emoções fajutas e pouco liberais, terroristas de si, acirramos experiências em auditorias pouco compreensivas, não há importância. Complicação essa que é mais do que as averiguadas, mas não tomo isso como algo positivo, é amargo, indigesto, humano em demasia. Eu não serei nada, caso decidas isso. Antes eram nomes, hoje são pessoas, tão vago que eu desvendaria sua inquietude ou teu denso olhar, minha casa é sempre a mesma e pelo desespero que recitas, cito o quão isso é comum aos meus olhos, despreparo a angustia que é tão clara aos que pensam na existência, todas as intervenções e teorias, todo o frio e o que não é mencionado, garanto que esses pontos se interligam em mãos quase dadas. A distância que nos separa, jamais sera física. O impactante trás junto ao medo formas variadas de controlar um pensamento retido em potes e cofres, recite. Mas se me olhas mesmo do jeito que disseram olhar para mim, deveria contar, atemporal, explique-se menos. Tomo partido quanto a delicadeza vinda de olhos fundos que eu não decorei a cor, alimento vagarosamente o poder que isso representa. “Fala pra ele do disco do Tom Jobim, do seu apelido e de mim e chora. Ah, dindi se tu soubesses como machuca, não amaria mais ninguém.”

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