domingo, 25 de agosto de 2013

Morrer - Nicolas Santos

Adicione o que sabes, logo terá a certeza de que não estou presente em toques e abraços duradouros. Há quem perceba e faça questão, longe está, destacando acidentes que nada causam, pedindo por amor, norte-americanos beberam petróleo. Sangre pelo meu desesperado sorriso. Nada que altere estruturas ou que explique o sentido de ir e ficar só, três palavras mal entoadas, ditas por mim. Tome o cuidado que é pedido, invoque Nietzsche, perceba o quão estou aqui, conflitos convenientes, rechaço o que falam, produzo um movimento qualquer e já esqueço. Sou nesta singularidade subjetiva uma catarse desprovida de expressões, seja angústia ao impactar todos e tudo que temos. Construímos, isso exige de nós e de nossas ações, sorrisos e olhares perdidos. O café que esfria tem mais finalidade. Pesa em essência, posiciona-se de certo modo e quase petrifica, releva em adoração ao clima. Existimos e isso é inexorável. Gosto dos teus olhos fechados e de como prende ou solta o cabelo, da maneira que soluças ou ri, não sei o que é, gosto de não gostar.

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