domingo, 16 de junho de 2013

Ao amor dos rótulos - Nicolas Santos

Não há muito o que dizer. Por hoje ou pelo resto da noite, colocarei de forma explicita o que não ocorre, nos telefonemas, nos olhares perdidos que encontram a tv, as mensagens dos muros, a programação da semana passada é o que tenho para amanhã, não gostaria eu de culpar alguém ou por puro cinismo pedir compreensão, não gostaria de qualquer intervenção ou frase mal colocada que me fizesse pensar, nem mesmo as musicas que lembram quem já tem tudo. Sou um desfazedor, um iludido, um péssimo companheiro e trato disso, um ator fracassado. Adaptados ao controle, essas caricias que não existem podem até ser e servir, introduzidos ao mesmo dia, seguimos, é mesmo uma questão ambígua, parece-me que souberam do que se passa, hoje até recordaram, foi estranhamente agradável, já foi. Tendo a tender a parte pessimista, acredito no descaso e na destruição que causa-se, é meu marketing pessoal, ninguém ira se beneficiar, não há porque, não há como, não há porque querer. Movimente-se de forma adequada, o resto trará o amor que puder, é um compromisso do destino. Melhor o silêncio que quebrei, arrependimento. Tens em mim a dor que estende-se pelo chão, é um tapete no qual deitas e reflete, sobre isso e todo o resto podemos concordar, desses dias arrastados eu faço um motivo, torpe ou não, garantias nebulosas, condenam um grupo por um indivíduo, irracionalmente agem, vejo nesses rostos tudo que preciso, para ferir, basta existir, esse dia se aproxima e eu tenho observado de forma flagrante a angustia e os que se encostam, são quadros feios, arruinaremos o poder da fala, seremos todo o silêncio necessário, precisaram, esse ar de superioridade é de efetiva força, logo quando o fim, acabam em pressão, tens muito medo, tens pensado de forma semelhante. É o tipo de solidão que necessita-se de alguém, e quem me viver vivendo, saiba que é mera ilusão

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