domingo, 31 de março de 2013

Descanso em paz - Nicolas Santos

Nunca é permanente. O silêncio nunca é silêncio, mesmo assim ousa ser cortante, desflorestam, despacham, vens à ao teu pranto, reveste formas e temáticas interessantes, navega, naufraga, interessa. O vento é uma escolha, não uma que fazes, uma que aceitas e assalta, leis cavalares, letais aos pertencentes, longos aos viajantes, branco aos montes, branco aos começos. Olha-se e enoja-se, limpe-se, pois a fauna lhe convida para um baile, ode aos que sobrevivem, ódio aos que registram. Luzes verdes enfileiradas, luzes que traficam com uma certa velocidade, transvestem o combinado, conhecem relógios, martírio, ouvido que sangra, nariz que sangra, aflição anestésica. Palanques e ideologias de madeira, madeiras ideológicas, madrugada que não passa, fotografia que traz descompasso e conhecimento, olhas para que lado, vives para que tanto ? Vives a esquecer o próximo grande líder, não sabes nem que não mais verás.

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