domingo, 17 de fevereiro de 2013

Para dormir mal - Nicolas Santos

Olá. Bom, essa deveria ser uma daquelas cartas, sem remetente, mas hoje a identificação pode nos atingir, tudo bem. Essa não terá poesia, ou selo, grama ou qualquer outra dessas coisas, apenas palavras pesadas, caindo, deslizando. Comecemos por onde tudo se encerra, meus dias que em escuridão morrem, olhos para o alto, transborda-me a vontade de pensar em alguém. passa a vontade, volta a vontade. Somos vontade em instantes, falaria na terapia, falho nesta. E tudo segue. Vejo-te de longe, admiro, calo, ralo, enquadro o desespero e tomo um suco qualquer, janta fria, abraços em cadeiras do século seguinte. Quebra dormir e sentir isso, triturando por dentro, bom, não estou apaixonado. Mude-me a respeito

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