domingo, 3 de fevereiro de 2013

Cœur - Nicolas Santos

Começa como tudo costuma se iniciar. Um acaso desses de frasco que inunda o banheiro, começa como as coisas acabam-se, arrastam-se e árvores, nessa ou aquela. Aquarela inebriante que ataca com gosto, um sabor que deprava e joga em outdoors. Pesquisam e dizem saber o melhor meio, não dou audiência a gráficos e torto, torturo. Chego a passar alguns minutos na consciência e dialogo logo com qualquer pensamento mutante, esses que me mudam em imagens mentais, frescas. Forte é a opinião que calada, se atira na frente dos carros, do alto dos edifícios, é difícil, mas isso de alguém que vive em meio análises e analistas, é normal. Flerto com alguns resquícios de auto-estima, sendo o não, sendo e recebendo com os olhos, nunca, hoje. Amanhã tudo volta e esse ainda no começo, já que não debatem as alternativas, pois algumas estão enroladas em dogmas, dogmas que um dia em uma pedra foram cravados, universalmente as pessoas tem medo das pedras que não estão em suas mãos geladas e viciadas, só há comodismo pelos cantos. Hoje senti uma porção, servi de bandeja, sentado, deitado, do próximo mês eu sou o que você não sabe, sorrisos cantados em gritos, isso é tão excitante que as toalhas jogam-se dos varais, culpe o vento e a sua frouxidão, são só sorrisos, empáticos dizem ter razão, contestam seus rivais. Rivalizam. Tudo é uma amostra grátis, única, vinde e detectada pelo radar, seu carro modelo 2004 é importante, não esqueça, só um carro que bate 100 km’s por hora, é só uma capa de revista, não há amor pra gente, não somos bem vindos na igreja. Desculpe pelas noites não claras e os dias superestimados, furamos a barreira, coloquei o óculos, não dê atenção, mas hoje eu senti a sua falta.
"Porque não existe conforto numa sala de espera. Apenas passos nervosos esperando por más notícias e então a enfermeira aparece e todos erguem a cabeça, mas eu estou pensando sobre o que Sarah disse, que amor é assistir alguém morrer. Então quem vai te assistir morrer ?"

Um comentário:

  1. Teu texto descreveram meus atuais pensamentos. Ás vezes a saudade chega a ser o sentimento mais lindo do ser humano...sem palavras moço...

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