domingo, 20 de janeiro de 2013

Madeira nobre, impressora e óculos - Nicolas Santos

Relatando Isso deve e encontra uma ligação simples, dessas que não perderei tempo para explicar, passemos para a próxima fala, cena. Seja lá o que for, isso tem afeto com aqueles que procrastinam em vida. Paz, nos acordes e sorrisos mortos. Vejo que enquanto todos dormem, penso em como seria ter que deixar tudo, isso é tão agonizante que se torna líquido, as árvores caem. Sobre o seu modo de falar quando feliz, come palavras e soluça com empolgação, desiste das escadas e pega uma sacola no fundo do carro, se arma de óculos de sol, se esbanja em trajes anti-sociais, ganha meu pouco respeito e o joga na sarjeta, me intimida em olhares que arrancam, bem, façamos o que pensamos ser melhor com os livros de porta-luvas. A chuva mata o dia, o dia cinza que não possuí esperança vaga em aeroportos, esperando um encontro que seja filmado e disposto a televisão, mas qual emissora iria emitir alegria ? Pontue as traduções e as ironias mal interpretadas, conversas que não tem espaço, programação não paga. Feitos morcegos, somamos o que há de estranho nas aulas. Não tente ser um herói, não tente, por favor meu bem.

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