terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Eliza, Beth. - Nati Busch e Luisa C.

- Não adianta você fugir de mim, eu vou te encontrar. Meus instintos nunca falham, sou como um predador e você uma inofensiva vítima. Está pronta pro grande dia? Quem sabe não guarde um dedo ou uma orelha de recordação...
- Falando nisso o que você fez com aquele cachorrinho que encontramos aquela dia?
- Não quero falar sobre isso... E não mude de assunto!
- É inevitável, você não fala coisa com coisa.
- Você que acha...
- Mamãe mandou recordações. Parece que o trabalho na nova empresa não é fácil, o nome é parecido com... caderno, moderno... Inferno?
- Ela tem o que merece.
- Não fale assim da mamãe!
- Eu sempre odiei todos vocês mesmo.
- Por quê? Eu que sempre te cuidei, eu que sempre dei o melhor de mim. Por quê?
- Porque...
A porta se abre, a luz acende.
- Falando sozinha de novo, Elizabeth? 
- Quer juntar-se a nós, doutor?
- Acho que já está na hora do seu medicamento...

2 comentários:

  1. Bacana o post. O humor 'quebrou' o que era óbvio, no fim do texto.

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  2. a parte legal é que da pra usar a imaginação.. são duas pessoas, ou uma só? O que aconteceu com a mãe? Onde a(s) pessoa(s) está?

    Beijoss.

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