domingo, 25 de novembro de 2012

Sobre não acreditar - Nicolas Santos

Eu vim aqui e em um gesto desses de esperança mútua, doei-me a algo que sem significado logo se esvaiu e isso doeu-me, mais do que qualquer madeira nobre cortada e disposta na forma desses objetos que enfeitam a minha visão periférica. Visão que não contém, nada contém, essa é uma fase que não passa por atualizações ou carinhos de desconhecidos, já que isso seria bem estranho e eu me forço a não compartilhar sorrisos e muito menos olhares, me afasto e rasgo páginas, crio furacões, ventanias, brisas, nestas passeio, nestas não encontro a sua calmaria. Muito menos, você diz algumas palavras, pergunta algo, sorri de canto e eu fujo do foco, realmente, não sou bom em viver, não sou, sou como uma dessas flores de plástico que não morrem, por falta de ocupação, encostam a cabeça no acento do banco e vêem a vida passar, tudo bem, seja qual for a estação, só repita a música em um tom suave, dessa vez, eu quero fazer dar certo

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