domingo, 2 de setembro de 2012

Como alguma dança que setembro quebra - Nicolas Santos

E estes nomes de remédios que eu vivo, semelhantes ao seu nome, não trazem cura alguma, só trazem a agonia de passar mais uma noite sem. Sem isso que se junta no seu frio sorriso e na sua risada que logo é dissipada e encoberta por outras e outros sons, sem isso de nós vivermos sem quase nos tocarmos, mas com isso de mover tudo o que se torna possível, para ti, caminhar entre os restos mortais dos devaneios e lembranças passadas, que agora são só sem, cem, sem, só. Agora tudo isso é muito pouco pra te convencer, mas algo, invade a minha mente, em um momento qualquer e me põe a ver imagens de duas pessoas, deitadas no chão da sala, atirando sorrisos, uma para outra, encobertas por blusas finas e pretas, em um gelado lugar, esse momento que se instala em minha cabeça, não sai mais e então ? Pois esqueça, pois disso eu consigo, disso eu faço, disso eu me torno e disso sou, não se assuste, você nem sabe mesmo essa história, agora, enfim, dorme, quero te ver

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