domingo, 26 de agosto de 2012

Muitos, muitos, menos - Nicolas Santos

Muita dor e poucas ideias, talvez isso não seja desculpa para fugir ou ficar aqui e escrever sobre qualquer coisa que não fará a menor diferença para alguém qualquer, isso é apenas uma condição que quando medicada e tratada é resolvida, gostaria eu que muitas outras coisas também fossem assim, mas o querer também é uma condição que não alterará em nada qualquer folha branca que se mexe por conta do ventilador, velho companheiro. Enfim, muita dor, não das angustias e medo do futuro que insiste em ocorrer sempre no presente e desmotiva as rotas fixas e constrói paradoxos que são indestrutíveis e não tem uma canção favorita, nem uma blusa que escolham para sair de casa e enfrentarem o adverso e impiedoso mundo que concerta em amigos que estendem sorrisos, em dias de café quente, em dias onde a dor de cabeça é aspirada como ideia e cai como decreto. Muita cartas penduras no varal e dias melhores, estão sendo molhados e as lentes dos meus óculos estão embaçadas, já não sei o que sentir, só sei que ainda é muito cedo para começar a parar. Dias melhores, com adoçante, por favor

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