domingo, 19 de agosto de 2012

Sobre as coisas que você não pensa - Nicolas Santos

Enfim. Penso eu que abrimos demais e damos muito do nosso mundo para outras pessoas, damos espaço e corremos risco, então elas tentam nos implantar bandas, roupas, palavras e sentimentos. Isso torna o viver um pouco confuso, um viver individual que em conjunto as vezes agride e maltrata, tanto que a gente se vê, agarrando próximos e distorcidos na esperança de que tudo não desabe em nossa mole cabeça. Que pensa e pensa, entra em ponto de ebulição e se desliga por comandos, vindos, comandos esses feitos. Mas o martírio tem me alimentado. Não tenho planejado ações de dias seguintes, pois jamais sei, como estará o meu humor, imagino até, que ele esteja detestável e pronto para continuar detestando tudo que assombra em água fresca e tem o prefixo ex, mas esse é um assunto de pouca importância, que de tão inocente, morre em nós, assim que eu os mato e me refaço. As vezes, até tenho um pouco de necessidade de carinho, mas é apenas uma necessidade, um devaneio e isso não é algo que me faça mudar de roupa. Penso eu que somos excretados nesse mundo e acordamos, com um soco na face, onde o ontem pouco vale e o amanhã muito preocupa, penso eu que imaginar situações, acaba com possibilidades. Enfim

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