domingo, 5 de agosto de 2012

Não morra amanhã - Nicolas Santos

Sou e quero ser. Mais do que isso um dia eu já fui e ainda tentarei ser a descompensa dos dias ensolarados e alegres, pois meu humor que muda repentinamente e se enrosca na copa das árvores, não é algo que as pessoas costumam guardar, não que isso seja algo que valha a pena de ser comentado ou abraçado como causa. Pois até as louças mais lindas de vez em sempre se sujam e isso é necessário, tanto como lambuzar a alma em ferozes e nada reconhecidos atributos, atributos esses que não passeiam em rádios dos anos 90. A estação já passou e não deixou nada por nós. Não deixou nada por mim, isso deveria me desencantar, até que isso ocorre mesmo, mas qual desencanto consegue ser maior que viver ? Por enquanto e ainda bem, nenhum, as vezes eu não durmo a tarde toda, pois o mundo está cheio de bancos brancos, feitos de madeira e história, tão válida e inútil, que passa e salta dos meus olhos, sem receio ou amor próprio e morre em um muro, muro esse que não é achado em seu mapa tolo. Mapa esse que me perdeu em conversas frias, tão ou mais do que as guerras dos despedaçados que conseguem ter mais sentimentos que você em uma noite de sexta, sua vida sóbria, me embriaga, você me dá dor nos dedos. Você tem melhores e maiores amores de rua para chatear, enquanto isso eu apenas esquadriarei as minhas soberanias em camas arrumadas e músicas lentas, obrigado por ter deixado eu te levar até sua vida

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