domingo, 10 de junho de 2012

Ah, nós - Nicolas Santos

Estou cansado de viver, vida. As vezes me vejo dentro de um tormento, um tormento que contém quatro paredes ou então um céu gelado, dependo do dia, depende da hora, depende das possibilidades nada impossíveis de tudo dar errado. Depende da distância e do meu café gelado, mas tudo bem, eu quero seu colo, seu pequeno e aconchegante colo, que está um oceano distante de mim, um sol e uma vida. Tudo tão distante e configurado para o padrão quieto e inquietante que se instalou na minha cabeça, cabeça que inventa coisas e te vê distante. Te ver tem me cortado, mas espere. O seu sorriso que se esconde e vive atrás da manga da sua blusa, ainda e rotineiramente, me faz viver, sorrir por você é analgésico e cura todas essas cicatrizes, feitas lá fora, feitas por estúpidos e atos de negligência, pessoas de pé, que deveriam estar deitadas admirando as nossas músicas feitas em um minuto qualquer, um bobo, um tolo, um minuto nulo, um minuto nosso. Nossos corações cantam em sintonias diferentes, tu com toda a sua calmaria e eu na inquietação das vozes que gritam palavras de protesto, as roucas e poderosas vozes, que acompanhadas de guitarras, dão toques em nossas vidas. Toques apertados e imperativos, viva, ouça, grite, ame, não obedeça, não faça nada do que é pedido, atenda o meu pedido e me dê um abraço. Um abraço que chega de cima, de baixo, de qualquer lugar, mas tem de ser um autêntico e protocolado abraço seu, um abraço de amor, que vale mais do que mil e doze beijos, um abraço que muda o meu dia em 4, muda o clima e o eixo da terra, terra imunda e injusta. Eu te amo e sei que o meu porta-retrato ainda vazio, guarda o seu sorriso invisível, conte até 4 e pense nisso a cada minuto, eu te amo e sempre, irei amá-la. Você cura a minha esquizofrenia

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