segunda-feira, 21 de maio de 2012

a minha poesia - Beatriz Fagundes

é como se nada mais importasse. como se tudo se tornasse pequeno diante do meu querer sobre você, e todas as coisas impossíveis fossem bobagem. tão impossíveis quanto resistir aos seus sorrisos e dramas.
sigo então a rotina de acordar todo dia querendo encaixar-te no meu cronograma, querendo colocar algumas horas ao teu lado, nem que estas horas custem o meu sono. ando sem tempo pra dormir, me ver feliz com você tem me ocupado muito... nem acho ruim.
e em todas as esquinas nas beiras nas vias nas bitucas de cigarros que esqueço de esconder, e nas palavras que vem soltas no correr do escrever, e todos os olhares e lugares que busco, em todas as vírgulas reticências exclamações, todo fim de frase tem aquela pessoa que costuma ser você.
tudo que vem e que fica, que afeta e demora pra desafetar, tudo que cheira seu cheiro e tem o seu jeito e faz te lembrar, tudo que há dentro de mim tem um pouco do que eu não sei explicar, que eu não conheço, que eu não me canso de gostar.
essa sensação que você me trouxe que me faz querer te pedir pra ficar.
"Me desassossega, rega a alma, roga a calma em minha travessia." (Você me Bagunça - O Teatro Mágico)
Me fez ter de novo a minha poesia.

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