domingo, 14 de agosto de 2016

Massacre - Nicolas Santos

Quanto tempo, que luta, agora não mais, quem sabe outro dia, outra hora. Quanto tempo e nada mais, tudo para cima e nada mais, agora, não. Insistem nisso de serem o que é proposto, modelo e palavra, pensamento e imagem, fragilidade opaca que navega sobre a imundice humana. Vá-te para o inferno com todo o seu astral, nada ofende tanto quanto o ressentimento da historicidade órfã, nem perto, muito longe, prefiro. Acordei tarde demais. Dizendo adeus aos poucos, nunca vi alguém com culpa, pobre retina, armazeno a fragilidade de abraçar-te em cacos, para obter seu cheiro. Tenho razão, olha o sereno na relva, verde de ver-te, nunca mais. Aparece santa, volta pelos corredores imundos de seres vivos, ninguém era. Não importa o que dizem, sonho não brilha, é uma noite e nada além, a barbárie segue franca, aleatórios em composição, melodia sinfonizada por quem tem rua como casa. Estrelas fracassadas, astros em ascensão, delírio coadjuvante, febre não amarela e o sono de contrato, respeito-te no silêncio, somente. O vento frio torna-se convidado, janela a dentro e descanse em paz, molduras nunca vão ao auge. Chego a decisão, cansado, cansaria. Fecha a boca, não sabes muito, frente ao seu pensamento é melhor o descanso da franquia, fraqueza por completo, quem quiser, leve-me. Sempre ao sol, léu comum e bossa nova, nossa, prestigio é ironia amarga ao mar, sal é permanente, ficamos de dia em dia, nunca para nunca. Desculpe-me, dai. Nego a sua fórmula, és isto mesmo, francamente, caso enojar-se, sinta-se em ascensão, agora não estás no caminho, parta. Contradições, queridas e contínuas, eu não lutarei dessa vez, deixo para a próxima, inicia-te em mão única, estabeleço o frio como adoração. Não quero, nada quero.

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