domingo, 19 de abril de 2015

Filho da lua - Nicolas Santos

Surjo cosmicamente desinteressado, forneço o possível, essa dança cai no vosso abismo, sou descendente do pó, das erupções vulcânicas, por três e alguém mais. Isso seca tão depressa que nem nome tem, nome, o meu ? Desconhecem, desconheço, surjo cosmicamente desinteressado. Esquece na chuva os que estão distraídos, insiro uma mão na janela , cadeados, desconfortavelmente vivo. De pé em pé, de pé, em pé. Largo laranjas, luzes, noite não se dorme , não se dobra, noite é lago, largo o que é rio, eu oceano, anseio vociferando. São tão possíveis, atrelam-se ao palpite vagal que é prender-se no abrigo anti-bombas da cidade velha, velho estou, braços em frangalhos, deve ser o frio, a cortina. Quando morro, seguem, quando morrem, morro. Quando morro, descanso, eu descansarei.

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