domingo, 21 de dezembro de 2014

Quando perco tudo, encontro o nada - Nicolas Santos

Ao constatar estes métodos e manhãs, negligencio os acordos e projetos, desisto por desistir. Palavras de bocas suadas, caem, olhares vastos, caem, só caem ao caber no que providencia um seguro uniforme, meus cabelos caem, sob olhos e boca, vastos e suada. Deforme o imediato, reinado bom é aquele que tem fim, reinado bom, nem começa. Salvam-se portas e retratos, salvem os porta-retratos. Conheçam-me.
Sabe-se lá o que se sabe. Tampouco que faz conter o seguro injetado. Tampouco que sabe-se lá.
E por sobrar como sobram corações, levo com toda a peculiaridade que se pede, uma voz serena ganha de qualquer ânsia, qualquer ânsia é isso. Sinto-me abandonado, mas tudo bem, inventaram de colocar uma cortina cinza rente ao céu, inventaram ataques midiáticos ao que eras, sou. Desculpas nada mais são do que um método evasivo e vazio que nada realoca, desculpas são a decadência em palavras coordenadas e fracas. Tire teus olhos grandes dessa mesa, é imóvel, feito nós. Querer cuidar e querer alguém que cuide, preciso dessa salvação, em um tom obsessivo, separo-me das contas e contradições, separo-me. Mesclo vossas atitudes em um drinque que permanece em cima de qualquer cômoda, incômoda. Incomoda e faz sangrar as mãos dos inocentes vazios. De qualquer modo, não lembro quem sou, de qualquer modo, não me lembre quem eu sou, de qualquer modo, lembrarei. Contextualize tuas andanças, pouco compreendo questões mútuas, feitas de forma inacabada, contextualize-me, investigo essa soberba. O que sabes da revolução ? A armada, a de mãos livres, a que vai e acaba no meio de um evento corporativo imundo que vende a alma de homens. A alma anarco-comunista não é encarcerada em jaulas enferrujadas, chora quem sabe chorar, de resto fica isso, sem encarceração, sem pó. Presencie o espetaculoso momento da quebra, do perdão, humilhe-se e grite, logo não existo e sou referência a todos os outros, invisível. Solidão mental, sinto que as pessoas não acompanham-me em pensamentos sobre a sociedade e todo o resto dessa aristocracia. E dessas somatizações e conchas, o que surge prestes a aniquilar sanidade anti-higiênica, planto teu olhar em árvore qualquer que deita. Passei as mãos sobre algumas páginas gastas, melancolias de outro ser que fizeram-me ser, passei a mão sobre a face, não queria acreditar. Pensei que tu gostava dessa animação não celebre, desse amargo adocicado, dessa lama que veta os que tem algo a responder, agora assumo. Levantei a voz, para encontrar-te. Levantaste os olhos para não ver. Agora cai, a esquerda, sempre a esquerda. Levantei-me para encontrar-te.

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