domingo, 2 de novembro de 2014

Your name - Nicolas Santos

Havia um algo, não tão como deveria, pobre alma fracassada, nenhum colo se oferece, nenhum dolo serve, lobotomizem-me, vinda urgência. Homens porcos, mudei-me, toda distância será pouca, quero ver quem consegue enxergar-me neste casco, nesta casa, neste eu. Tua capacidade é problemática, parece-me feliz, porém meus olhos são uma negação, mundo afora, a flora, vá a forra, masmorra limpa. Quem eu sou ? Ninguém ! Converse comigo. Tuas camisas formam metade do que tínhamos, quando sobe as escadas de joelhos, eu te ofendo, eu te ofendo, façamos o que não queres. Aos que ficam desconfortáveis com o unanime e o condenam, isso parece-me certa unanimidade, porém, não faço pactos, descubram por si. Fora os inocentes que se perdem em estradas de afetividade, fora estes, forma-se este aglomerado sombrio que acredita no que jamais existirá. Ao poder escandinavo, refúgio é leitura, leitura é arte, somente essa nos salva, salvo não seremos, somos impuros e descontentes, escritores. Jamais peço, apenas constato.
Do nada ao nada, para nada. Nade, nessa imensidão, tudo lhe caberá. Proclamo que a partir de agora, sou iceberg, sou.
E ao me ver, não me olhe, não, não me olhe, não sou feito para servir ao olhos de quaisquer, ao me ver, retire-se, reitere se retire. Provocar é mais do que meta, é mito, minto mais do que suspiro, hoje serenidade, amanhã ainda mais. Minha discussão é controlada, tenho o controle sobre essas irregularidades casuais, sua vida é vivida com a minha no caminho. Diz que é saudade do passado, não seja hipocrisia, não seja, sente falta do que lhe convém, somente, infelizmente. Acabou. É acabou, sem pressa, é. Foi isso e apenas, acabou. Acabou o que não começa. Começou. De flor em flor, teu café esfria. Meus olhos são água, palavra seca quer água, palavra seca não é coisa alguma, aja como se houvesse porque agir, haja sentença, haja água. Pura precaução, o papel não tem culpa, recebe minhas palavras despejadas como algo importante, o papel morre com tempo de sobra. Imagine, sustente.
Todos sorriem ao ver que podes sorrir. Todos queriam beijar-lhe os dentes brancos. Todos morrem

Nenhum comentário:

Postar um comentário