domingo, 30 de novembro de 2014

O apanhador no campo de cimento - Nicolas Santos

A resplandecência é unânime, indecente, reluzente, apegue-se ao apego que não peca e mesmo assim conduz o sol em noites solitárias, amélia, violeta, copo de leite e mais o que queres, sorri para mesas pichadas, esfaqueadas, seu plano é plano, planície, relevo, relevo o poder de não estar aonde poderíamos estar, não atribua culpa qualquer à mim, não atribuirei à ti, ou talvez, talvez é muito pouco, já lhe disse. Confirmo que sorriso teu vale o dobro, dentes brancos dentre a ideias muitas e mútuas, sente-se como quiser, segure a parede que quiser. Vivo isto, viva isso e quando acabar, não me acorde ou suspire perto do cabelo desarrumado, vista tuas roupas, deixe a cama, deixe o passado na cozinha, o tomarei com o suco, com gosto seco, atribuirei seu sorriso ao que tens por dentro.

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