domingo, 19 de maio de 2013

Mas não sabe - Nicolas Santos

Gostaria que soubesses, que percebesses. É um grito silencioso embutido em olhos secos, tão tristes que permanecem abertos. É um murro em uma faca, essa canção que fica sobre teu disco do Oasis, é a minha voz que você não ouve há meses, é minha voz que ninguém reconhece, sei que falam de mim, pedaços de roupas, jogado como se fosse só, acertam por julgarem demais, não entendem, por julgarem demais. Sempre estive sob controle, mesmo quando morri, mesmo que não quis resgatar, sempre soube para onde voltar, nunca foram as camisas ou a cama. Sobra tempo e isso nada ganha, é de dentro, está implícito, são livros, é conhecimento, eu espero por algum toque vespertino que seja realizado por simples vontade, não que obtenha uma vantagem com tal, pois pra mim é isso, é ser fraco a dois, é suportar por suportar, mesmo quando não há como. Esse meu cheiro é resultado, não mais sei do que falar, é inebriante o prosseguir, provavelmente me esquecerei de tudo, logo cedo. Provavelmente vai durar para sempre, eu sei. Quando eu conseguir, não terei nada mais, ando sufocado, por isso, ando precisando de alguém, quem ? É visceral em pontos populares, ligaremos o telefone a tomada, vai que chamas, desdenho do seu último amor, desconheço isto, nestes bares que não entramos, nestas vidas que não tocamos. Representa, entre luzes fracas e sorrisos de canto, teu ardor por entendimento é a beleza que pensas não obter, leviano é o nosso abraço, teu rosto fixou em mim, um olhar qualquer, distante eu mal sabia lidar, por isso procurava em algo, um motivo. Descemos as semanas, adeus.

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