domingo, 17 de março de 2013

Por sua alma - Nicolas Santos

Olá. Talvez essa expressão seja a mais usada por mim, como em acenos breves, para desconhecidos que passam por mim e levam o mais, levam qualquer coisa, coisa esta que nesse momento da vida, exerce uma falta inigualável. Falto-me e encontro-me, na volta para a casa ou então quando viro-me na cama, para localizar qual parte da mesma esta mais gelada, confortável não, não é confortável dormir ou sentir. Sou só uma dessas crianças que não queria crescer ou então que queria demais, não me lembro ao certo, só queria poder encontrar o que sempre busquei, nessa altura da vida o saldo tem sido negativo, quem se importa ? Importe-se com a frequência codificada, com as fitas que gravávamos para uma função até hoje não especificada, guarde aqueles rabiscos e as gotas de chuva, eu cresci. Sinônimos de uma tristeza assistida, vem à mim, previamente era mais comum, mas eu mudei, sei o quanto, sabes o quanto, mudei e me vejo totalmente perdido, culpo o mundo, as teorias sociais, o capitalismo, os canais de tv, os governos Tibetanos, os senadores, os progressistas, os conservadores, culpo ao mundo, só para me isentar da responsabilidade que carrego nas costas, na velha e suja mochila, junto com os meus cadernos, junto com a minha psicologia. Sou o fim de semana que nunca tive, o abraço que nunca dei, sou essas palavras que não digo, sou o fim do começo, sou uma criança que não sabe mais brincar.
"Agora você é um guerreiro. Quem vai conquistar esta terra em um cavalo feito de nuvens ? Você vai vasculhar as areias. Algumas pessoas dizem, deus é morto há muito tempo. Mas eu ouvi algo dentro de você. Com a minha cabeça para o seu peito."

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