domingo, 4 de novembro de 2012

As roupas que não tinham corpos - Nicolas Santos

Toda a dor de uma discussão que se dá por motivos torpes e cai como um desses, teleguiados. Sinto que estou desmontando e logo, não haverá solução. Tudo já vem de algum tempo e isso é mais do que um ponto comum ou denominador que expõe e mostra a todos aquelas cicatrizes que eu tanto zelo em sussurros acompanhados de acordes, acordes esses que compõe uma canção dessas que faz chorar, pois este comportamento variado que eu ganhei de presente, varia, silencia, agride, age de forma naturalmente idiota, perto de erros que eu queria proteger. Mas o verão, passa e acaba e eu nem conta me dou. Meus sorrisos vão se tornando escassos com o passar dos dias e com o passar das vidas que passam, a agonia que em mim, só cresce, é contida, para que toda a problematização seja calculada, pois as perdas essas que ocorrem em dias comuns e nem ocorrem, porque são geradas por um grande nível de coragem de fazer aquilo que não se quer são minhas, assim como os livros que jamais lerei, somente li aquele que ensina que tudo não está nos livros. O diálogo que jamais ocorreu, o abraço que jamais foi dado, tudo aquilo que está exposto e fragilizado para uma dor sem nome. O tal do teorema que jamais será resolvido, pois nenhum sossego é demais ou qualquer outro momento sacia e tudo parece que logo despertará, vida minha, por mais torto, sonso e fora de hora que seu sorriso possa ser. Essa poderia ser uma carta de despedida, uma suicida, de alguém que não se deu bem com o mundo, mas não, é só um pensamento gerado entre o comercial de margarina e o de um carro qualquer que eu jamais terei, pois meu bem, eu só preciso de você.

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