sexta-feira, 29 de abril de 2011

implicito - Beatriz Fagundes


Introduzo minha sina com o nome da menina que um dia eu amei
São mais algumas palavras que, pequenas e furadas, não explicam meu amor
Até aquela mais bonita, mais brilhante e preferida, não traduz a minha dor
Bem dizendo aqui e agora, são mais de onze horas e eu não sei como parar
Estou na estrada da tua vida, procurando a saída para ter o teu calor
Longe de ti mais uma noite, me deito a esperar pelo dia de te encontrar
Levemente descoberta, sinto o frio da próxima névoa e não te tenho pra me abraçar
Aquela velha promessa, que você não se despeça sem antes me beijar.
Duas horas da manhã, eu não tomei café, sobrevivo do teu amor, que me faz continuar
Uma palavra que eu não sei o nome, um sentimento que não sei explicar
Amor tem no teu sobrenome, que o meu nome há de completar
Ria agora, pois está quase na hora
Tarde da noite, eu te olho e digo alto
Eu te amo meu amor, e assim seja por onde eu for

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