domingo, 23 de agosto de 2015

Um texto para dedicar a quem se ama - Nicolas Santos

Desaforo faz por merecer, não ensinam-me, relembram. Consulto a inovação, são tantos pedaços que evaporar mostra-se útil, todos olimpos à ti. A cor, a velocidade, a dor que ocasiona, este planeta é uma doença terminal, quando não acordas, os póstumos ludibriam, deixe a paz, paz. Discursava, eu, pobre alma, fitava-te, não reparei no que dizias, mesmo que por segundo algum tiraste os olhos da sua boca, beijaria-te, sim. Depois, enumerarei as críticas, depois. Antes do término, começo a devagar com pressa alguma, seus olhos denunciam a minha insanidade. Meus objetivos são deturpados e a falta de motivação cria essa inanição desejante. Somos práticos lúdicos, sou contra e em demasia, à tudo. O preço de ser um animal é agir como um. Conotações pejorativas, para desastres reducionistas, instituições vagais que nomeiam com números, seres aludidos, filhos dos dogmas. Organizo-me sem a utilização de detalhes, isso atrela-se a minha essência formal e discutível, estarás na minha presença, mesmo quando não. Alucinógenos práticos e pandemônicos, dosagem homeopática que serve-se a uma overdose, este aperto realoca o que existe por dentro, por tudo. Disparate comum, por natureza franca, framboesa achatada em copos, chacinas achatada em corpos. Largo-te de antemão, largue-me. Habilidades emocionais, débeis e deploráveis, escasso junto ao que permuto, penitência em magnitude, lamento caso ao acaso. Destroço com pertinentes em lamentos terciários, franquias em acervo, forneço testemunhalmente o medo que tens desses olhos, suéteres de lã. Trafegamos condicionalmente, destino é inexistente, destine-se e lisonjeie, lamentam em solução estrangeira, processe-me, formalmente. Shakespeare para erradicar a falta de cultura. Desmorona em livre anunciação, eu consinto quando manifesto desejo, desejo consentir, distantemente e em raras ocasiões, maltratas o sim. Há quem definhe, há quem eternize-se como palavras e resenhas em locais públicos, há quem é um murro no escuro, um tiro ao alto, um nada. Massificam, sou perfeccionista, adeus.

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