domingo, 10 de novembro de 2013

Enxaqueca - Nicolas Santos

Mas não digas que é inviável, mesmo que for, dessa vez arriscarei-me por uma segurança empática e paga, é mais imperativo do que aparentas e essas colocações desarticuladas poderiam ser aforismos, alterações nos que conheço. Isso é tão distal que jamais recebe um nome, palmas por caminhos que nos elogiam, vamos na contra-mão, contra-ataque, por menos e pausas, seu café é frio, do meu gosto, dor é dor e toda é subjetiva, aprendida e pouco compartilhada, jamais generalize. O mundo girou ao redor da minha cabeça, só não me dei conta pois odeio esses números e vozes infelizes, ao ridículo um brinde. Bombas em Hiroshima, bombas em casa, faça o que preferes, prefiro que faças e crave em meu peito a certeza, tudo bem, caminho com isto há tempos, tempos cruéis. Agora faz todo o sentido, num bar irregularmente iluminado, gostaria de encontrar teus olhos grandes, dizendo-me o que se diz. Jamais ouse em intimidações ou erros de concordância, já basta todo o universo e a falta de franqueza, por melhor entender e pressionar contra os que desprezam, reitero qualquer anarquia e no café, cafés. Sobre tais mãos, proteção. Não há qualquer esforço e o meu riso confunde-se com um soluço desajeitado, em minha cabeça a certeza, estou perdido. Voltou ao teu lugar, sinta que não pertenço a qualquer canto, sinta. Tiremos a sorte da equação, tiremos as duvidas intrínsecas do teu ser ao revelar que só é verdade o que pensas ser verdade. Essa voz que nos grita aos ouvidos tem por intenção descompromissada abolir vossa sanidade, parece-se com saudade e talvez seja.

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