domingo, 2 de junho de 2013

Depois de todas as mortes que tive, ainda sinto seu sorriso, ainda gosto - Nicolas Santos

Redirecionados, prestes a cair em um esquecimento tão logo, tão varanda, tão precipício, temos que recordar pouco, temos de prosseguir, é um ponto que dói, mais do que as palavras e os olhares que não difiro, sou voto vencido, não tão democrático, quero mesmo a dor, o ataque, o surto, a ferida aberta, quero mesmo, sou paranoico, conforme-se. Não me adéquo aos seus sistemas, não preciso, tenho essa escuridão nas costas, tenho esse amor incontrolável que finjo desperdiçar, mas é mesmo. Finalmente, não lembro das cores, da infância, do pré-agora em diante é adiado o risco, não mais assunto, jamais a garganta deve arranhar, pegue as próprias mãos e faça assim, como quem se precisasse admirarei, arruma-te, busco quando quiseres. Generalizou o afastamento, não há como conscientizar isto, tão pouco vejo vontade, hoje vai chover o dia todo, é isso, sempre é isso, tranquilize-se, não estranho com facilidade, estranho mesmo sou, estranhe, estranha, convidados em um tom mais alto, trapaceamos a honestidade. Inesquecíveis para quem deixa. Trataremos em concorrência, sei que não posso mais lidar com isso que esta a rondar na minha pobre mente, estou impregnado, quero parar. Garanto que o meu individualismo será de serventia em algum ponto comum do tempo incerto, garanto-me de forma insegura. Há quantas não vem, há quantas não vou, há quantas nos vemos. É chuva, já viveste isso.

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